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Criação do Estado de Israel na ONU

Criação do Estado de Israel na ONU
כ״ט בנובמבר

Pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em maio de 1947, a ONU, a
pedido do Reino Unido, criou o UNSCOP (United Nations Special Committee
on Palestine), para elaborar o plano de partição da área do Mandato Britânico
da Palestina. O plano consistia na partição da banda ocidental do território em
dois Estados – um judeu e outro árabe -, ficando as áreas de Jerusalém e
Belém sob controlo internacional. 53% do território seriam atribuídos aos
judeus e 47% aos árabes. Em geral, a criação imediata de um lar nacional
judeu, conforme fora prometido pela Declaração de Balfour e pela Liga das
Nações, em 1922, era vista como uma forma de reparação pelo Holocausto.
Em julho de 1947, forças britânicas interceptaram o navio posteriormente
denominado “Exodus 1947”, que levava ilegalmente 4.500 refugiados judeus
para a área do Mandato, violando as restrições à imigração judia,
estabelecidas pelo chamado Livro Branco de 1939. A viagem fora custeada
por um grupo de judeus americanos. O caso obteve grande repercussão na
mídia, provocando comoção internacional e fortalecendo a posição das
organizações sionistas, que lutavam pela criação de um Estado Judeu.

Assim, poucos meses depois, na sessão de 29 de Novembro de 1947 –
presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha -, quando 56 dos 57 países membros
se encontravam representados, 33 deles votaram favor do Plano, 13 votaram
contra e 10 se abstiveram.

Meses depois, em 14 de maio de 1948, poucas horas antes de se esgotar o
mandato britânico, foi declarada a Independência do Estado de Israel, no dia
14 de maio de 1948. Os Estados árabes reagiram imediatamente entrando com
os seus exércitos na região. Esta ficou conhecida como a Guerra de
Independência.