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Judeus celebram o Rosh Hashaná

Evento que começa nesta quarta-feira (4) comemora o início do ano novo judaico.

Diferente do tradicional Réveillon brasileiro, o ano novo judaico – chamado de Rosh Hashaná – não tem representação histórica, apenas religiosa, onde a auto reflexão e ‘‘penitência’’ marcam o momento para este povo. Ele se inicia nos dois primeiros dias do mês tishrei, correspondentes, em 2013, aos dias 05 e 06 de setembro no calendário civil e dura 10 dias.
No período é celebrado o sexto dia de criação do mundo, quando Deus criou o primeiro homem – Adão – portanto, o aniversário de toda a humanidade. Passou a ser considerado o ano novo judaico, em épocas pós-exílio e, a partir da literatura pós-bíblica, começou a ser chamado de Rosh Hashaná (cabeça do ano), que deveria ser anunciado pelo Shofar – chifre de carneiro ocado.
O instrumento de sopro é tocado diariamente durante todo o mês de elul, que precede ao mês tishrei, anunciando a chegada de um novo ano. O primeiro dia do Rosh Hashaná é conhecido como Yamim Noraim, que significa “dias temíveis”. O ano novo é celebrado nas sinagogas, onde serão pronunciadas orações direcionadas à relação do ser humano com Deus e consigo mesmo.
Segundo o Prof. St. Cloud da Universidade Estadual de Minnesota, o rabino-progressista Joseph Edelheit, este momento serve de preparação para o Yom Kipur – Dia do perdão. “É um período de introspecção, para pedirmos perdão por todos os nossos erros”, afirmou o rabino.

A coordenadora de Estudos Judaicos do Colégio Israelita, Ilana Kreimer, explica que todo esse processo não é apenas para pedir perdão a Deus, e sim para que o judeu torne-se uma pessoa melhor. “Esse momento serve para nós perdoarmos uns aos outros, isso nos torna melhores. E uma pessoa melhor, contribui com a sociedade no geral”.
Os alunos do Colégio Israelita conversaram sobre o que é o Rosh Hashaná e o quanto o período é importante para eles. “Para nós, esse momento é quando Deus vai colocar nosso nome no livro da vida e somente no outro ano é que ele poderá colocar de novo. Se nós não nos arrependermos das coisas ruins que fizemos, não teremos direito a ter o nome no livro e é ter o nome lá que nos dá anos de vida”, explicou Léa Ribemboim, de 8 anos.
O objetivo do Yom Kipur (dia 15 de setembro) é conseguir atingir a “pureza”, que de acordo com o judaísmo, é a finalidade para qual fomos criados por Deus. Neste dia, é realizado um jejum que dura em torno de 25 horas, começando ao anoitecer da véspera (14/9), até o aparecimento da primeira estrela no outro dia, onde acontece o encerramento – que também é feito com o toque do Shofar.

Fonte: Leia Já
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Seminário debate no Recife desafios da educação judaica nas comunidades do N e NE

A Agência Judaica, em parceria com a Conib, Fundo Comunitário, Organização Sionista Mundial e Habonim Dror, realizou de 30 de agosto a 1º de Setembro o Primeiro Seminário de Educação Judaica das regiões Norte e Nordeste do Brasil.

O seminário contou com a participação intensa de líderes comunitários, educadores e coordenadores do movimento juvenil Habonim Dror das cidades de Salvador, Fortaleza, Manaus, Belém, Natal, Macapá e Recife, totalizando cerca de 50 pessoas.

O debate sobre “Os desafios da educação judaica nas pequenas comunidades” foi conduzido por Mariana Gottfried, diretora da área judaica do Colégio Alef, em São Paulo. Também foram discutidos temas como “Modelo de liderança comunitária integrada – O triângulo Comunidade – Tnuá [Grupo Juvenil] – Escola”.

Os palestrantes Gabriel Ben Tasgal e Edi Lazar vieram especialmente de Israel para falar sobre atualidades políticas.

O seminário foi o ponto de partida de um processo que, atendendo a necessidade das comunidades, continuará por meio uma plataforma interativa e seminários anuais similares. A plataforma, já em operação, inclui fóruns de diálogo, intercâmbio de informações, conteúdos judaicos e sionistas.

Fonte: Conib (veja foto)

Entrevista com Rafael Eldad, embaixador de Israel no Brasil

“A educação é o centro da família”

No Recife para a comemoração dos 65 anos da criação do Estado de Israel, dos 95 anos do Colégio Israelita e dos 55 anos do movimento juvenil Habonim Dror, o embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, esteve ontem no Diario.

Qual a importância da manutenção de escolas para a comunidade judaica?

A educação é o centro da família, da vida judaica. Por sermos minoria massacrada, precisávamos mostrar nossa força de alguma forma. Assim, a educação se tornou muito forte.

Qual  é a principal missão da educação israelita?

Principalmente transmitir conhecimentos, valores dos mais velhos para os mais novos. A educação também tem a missão de preparar os jovens para que eles possam enfrentar o mundo de hoje. Nossa educação é bastante flexível para adaptar os diferentes níveis de compreensão e as diferenças dos alunos, já que alguns aprendem mais rápido, outros mais devagar.

 

Os 95 anos do Colégio Israelita

Uma das mais tradicionais do Recife, escola já educou nove gerações de judeus. Colégio é aberto a todos os alunos, sem distinção de religião. Por trás do alto muro branco no número 792 da Rua José de Holanda, na Torre, funciona uma das escolas mais antigas e tradicionais do Recife. O Colégio Israelita Moisés Chvarts completa 95 anos em 2013, no mesmo ano que a comunidade judaica celebra os 65 anos de criação do Estado de Israel. Desde quanto foi fundada, em 1918 no Cais José Mariano com o nome de Ídiche Shul, até hoje, a instituição educacional judaica já teve cinco nomes, nove endereços e muita história escrita. Ponto central da comunidade israelita de Pernambuco, o colégio já educou nove gerações de judeus.

Nas fotos, lembranças das primeiras turmas

Apesar de ser voltada à manutenção da história e cultura judaica, o colégio é aberto a todos os alunos sem distinção. Atualmente, 71 estudantes ocupam as salas que vão do maternal ao 5º ano, antiga 4ª série. A média é de oito a 12 alunos por turma. “Nossa missão é manter o colégio com a tradição de ensino de qualidade e estimular o convívio com a cultura judaica”, pontuou a diretora da escola, Raquel Gandelsman.

Centro

O prédio onde funciona o colégio abriga também o Centro Israelita de Pernambuco. Lá, acontecem as principais festividades do calendário judaico.

Ex-aluna, ex-professora do Moisés Chvarts e formada pela Universidade Hebraica de Jerusalém, a coordenadora do colégio, Ilana Kreimer, destacou a importância do colégio para a comunidade judaica. Segundo ela, a escola abre e encerra turmas dependendo da demanda. “A escola é uma das entidades dos judeus e ponto importantíssimo para a manutenção da nossa história”.

Fundação

Segundo pesquisas da socióloga e antropóloga Tânia Kauffman, existia uma polêmica quanto a data de fundação da primeira escola judaica no Recife. Com base em vários depoimentos e recortes de jornais, foi possível estabelecer o ano de 1918 como marco oficial das primeiras instituições da comunidade de judeus. Da fundação até hoje, a escola passou por dois endereços na Avenida Conde da Boa Vista, Rua da União, Rua do Riachuelo, Praça Maciel Pinheiro, Rua da Glória e Rua Dom Bosco. Ao longo do tempo, o colégio também teve vários nomes: Ídiche Shul, Colégio Hebreu Idish Brasileiro, Colégio Hebreu Brasileiro, Ginásio Israelita Brasileiro e, desde 1967, Colégio Israelita Moisés Chvarts.

 

Israelense Mosh Ben Ari faz show inédito hoje no Santa Isabel, com toques de reggae em hebraico

Judaísmo rastafári

Israelense Mosh Ben Ari faz show inédito hoje no Santa Isabel, com toques de reggae em hebraico

Carolina Santos
carolinasantos.pe@dabr.com.br
Publicação: 25/04/2013 03:00

A música israelense só chega ao grande público brasileiro alavancada por ondas de fenômenos mundiais, como foi o caso há alguns anos do então barbudo (agora não mais) Matisyahu. Com quatro discos lançados, um discurso de paz e cantando basicamente em hebraico, Mosh Ben Ari é um dos expoentes da música contemporânea de Israel. Hoje, ele sobe ao palco do Teatro de Santa Isabel, em show inédito no Recife, trazido pela pequena e unida comunidade judaica pernambucana. Este será o evento central de comemoração aos 65 anos de independência de Israel, 55 anos do Habonim Dror no Recife e 95 anos do Colégio Israelita.

Judeu serfadita, de ascendência do Oriente Médio, filho de uma iemenita e um iraquiano, Mosh Ben Ari nasceu em Israel. Estudou música em vários países, como a Índia. A criação multicultural se faz presente na música dele de diversas formas, como nos intrumentos que toca: o sarode indiano, instrumento de cordas de som grave, e o tar persa, outro instrumento de cordas, muito usado em musicoterapia.

Além do show no Recife, Ben Ari se apresentou nesta turnê brasileira no Rio de Janeiro e em São Paulo. Daqui, segue para Curitiba. “Em todos os lugares que vou, gosto de conhecer a cultura e a religiosidade do local”, disse, em entrevista por telefone. No Recife, ele visitou ontem a sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira construída nas Américas.

A música que Mosh Ben Ari faz se enquadra bem no que se chama de world music: é facilmente reconhecida como pop pela estrutura geral, mas carrega detalhes étnicos. No caso de Ben Ari, ainda tem um tempero a mais de reggae. “Faço uma música bem diversa. Não é reggae puro, mas há uma conexão”, diz.

A relação do reggae com o judaísmo é antiga e remete aos primórdios da religião rastafári. Criada nos anos 1930, sob a crença de que os ex-escravos negros retornariam à África, os rastafáris tradicionais acreditam que o retorno acontecerá pelas mãos do antigo rei da Etiópia Haile Selassie, falecido em 1975. Bob Marley, símbolo máximo do reggae jamaicano, fez referências a palavras hebraicas em músicas como Exodus e Iron lion Zion – o pai dele, com o qual teve pouco convívio, era de ascendência judia.

Fonte: Diário de Pernambuco

 

PCR articula missões comerciais entre Recife e Israel

No ano em que a comunidade judaica de todo o mundo comemora o 65º aniversário da criação do Estado de Israel, a cidade do Recife decidiu dar início a uma relação mais próxima com o país. O prefeito Geraldo Julio (PSB) recebeu em seu gabinete, nesta quarta-feira (24), o embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, para uma visita protocolar. Entre os assuntos discutidos, o prefeito e o embaixador já acertaram a realização de missões comerciais entre o Recife e Israel.

“Nós já tiramos aqui uma agenda futura. O secretario que cuida das relações internacionais, Lauro Gusmão, já vai agendar com o embaixador conversas com as mais de 100 empresas israelenses que atuam no Brasil. Conversamos também sobre a possibilidade de fazer missões recíprocas. Desse processo, sem dúvida, sairá relações comerciais no futuro”, avaliou Geraldo.

O prefeito também ressaltou o caráter da economia israelense e a sede por tecnologia característica do povo recifense. “Uma parceria com Israel é muito importante porque Israel tem uma economia carregada de tecnologia e o Recife tem essa característica de investir em serviços modernos. É através de serviços modernos que a nossa economia vai crescer e gerar oportunidades de empreendimentos e de trabalhos”, garantiu o gestor.

O embaixador, que faz sua primeira visita ao Recife, disse acreditar que esta é uma grande oportunidade para a capital estreitar sua relação com Israel. “Estou aqui para ver a melhor maneira de trabalharmos juntos e desenvolvermos parcerias em muitas áreas. Este é um intercâmbio importante. Na conversa com o prefeito, percebi que uma das prioridades da cidade está na tecnologia, na ciência, na inovação e na criatividade. Israel é hoje líder mundial neste assunto”, lembrou Rafael Eldad.

Por fim, Geraldo garantiu que ainda neste primeiro semestre se reunirá com empresas instaladas no Brasil e que vai trabalhar para no segundo semestre realizar as missões comerciais.

Fonte: Blog do Magno

 

Músico israelense se apresenta no Recife

Músico israelense se apresenta no Recife

O músico israelense Moshe Ben Ari fará um grande show nesta quinta-feira (25), às 21h, no Teatro de Santa Isabel. A apresentação no Recife, que será a única cidade do Norte e Nordeste a receber o artista, marca as comemorações dos 65 anos do Estado de Israel em Pernambuco. Com três discos lançados, Ben Ari trabalha com fusões de rock, soul e world music. De origem iemenita e iraquiana, o artista teve seu primeiro contato com a música através dos tradicionais cantos judaicos que eram parte de seu cotidiano. Após estudar em vários países, aprendeu a tocar uma série de instrumentos de corda, como a guitarra, o sarod indiano, o tal persa, o jumbush turco, a ginberi marroquina e o baixo. Os ingressos para o show no Recife custam R$ 40 e R$ 20 (meia), à venda nas lojas La Camiceria (shoppings Recife e Plaza) e na bilheteria do teatro.

Fonte: DIÁRIO DE PERNAMBUCO